- Afinal de contas
O que são moods?
Em tradução simples do inglês, a palavra mood trata-se de humor. No entanto, para o universo dos artistas 3D, utilizamos este termo para "referência de iluminação".
Podemos entender que o mood indica o "humor" da imagem. Não humor no aspecto cômico, mas sim no temperamento. Por exemplo, uma imagem com iluminação em tom de nublado, pode parecer mais "triste", diferente de uma imagem com o sol a pico, onde as cores estão bem vivas, que pode parecer mais "alegre", e assim vai com infinitas possibilidades.
Agora, para nós da área de Arquitetura e afins, que desenvolvemos uma maquete eletrônica a um cliente final, conseguimos estimular sensações diferentes, para diversas intenções, alterando apenas a iluminação da cena em questão.
E você pode escolher qual mood usar, dependendo da estratégia que irá utilizar para o render que está desenvolvendo.
É natural que você se pergunte:
"Como escolher um mood e que estratégia utilizar?"
Temos diversos tipos de moods, como podemos ver na imagem acima, e ao escolher o mood para guiar nosso resultado final de render, observamos o ângulo da câmera, a cor das iluminações naturais e artificiais e como elas interagem ou contrastam entre si, e a difusão das sombras que a volumetria da maquete eletrônica proporciona. E essa simples decisão pode influenciar significativamente no sucesso de seu projeto.
A decisão se torna muito mais fácil quando reduzimos a quantidade de opções.
Os principais moods que devemos escolher são estes:
Ensolarado: Ideal para apresentar a volumetria da edificação e como a projeção das sombras impactam no projeto como um todo, podendo destacar para o cliente a importância das decisões que foram tomadas para chegar ao resultado apresentado, tanto para o exterior, como para o interior da edificação. Essencial para o projeto de exteriores para evidenciar as cores do paisagismo, mobílias, piscina e outros elementos que são realçados em um dia ensolarado.
Nublado: Onde não é necessário iluminação artificial, e predomina a iluminação natural e difusa de um dia nublado, pois não há influências marcantes de sombras, Ideal para apresentar o projeto em si, quando é necessário a aprovação do projeto pela volumetria da edificação, ou do projeto de interiores, onde a definição das cores e mobílias são essenciais, sem sofrer interferencia da coloração "quente" da luz do sol.
Golden Hour (hora dourada) e Blue Hour ( hora azulada): entre estas há uma diferença de poucos minutos, onde no "golden hour" o sol está quase se pondo, deixando o céu com no nosso clássico tom de por-do-sol, e no "blue hour" o sol acabou de se por, mas não caiu a noite ainda. Ambos estão em meados de um fim de tarde. Usar o "golden" pode ser interessante para proporcionar ao cliente a sensação de que o ambiente de interiores é agradavél, aconchegante, podendo evidenciar a projeção de luz causada pelo por-do-sol e as sombras que este proporciona em um final de tarde. Porém já no "blue" não há projeção de sombra, tendo nos interiores uma retroiluminação azulada vindo da luz natural (portas janelas e aberturas), podendo proporcionar a sensação de ambiente agradável e aconchegante com as iluminações artificiais "quentes" contrastando com a tonalidade "fria" do exterior.
Noturno: este mood é ideal para apresentação do projeto luminotécnico do exterior. Este pode ser perigoso se for feito "nas coxas" pois as especificações das lâmpadas e luminárias utilizadas devem representar a realidade, e se vender o projeto em que a iluminação está incrível, evidenciando as volumetrias da edificação e outras influências, deve ser entregue conforme as especificações do projeto. Não cometa o erro de entregar algo "broxante", pois muitas vezes este projeto pode ser considerado uma "cereja do bolo" para que seja fechado um bom negócio.
Analise estes conceitos, pois usar as diferentes iluminações somadas a um bom projeto e atendimento, com certeza fará com que você colha bons frutos.
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